
Diversidade em Pauta: Síndrome da Impostora
Você sabe o que é a síndrome da impostora?
Esta síndrome é, na realidade, um distúrbio, que pode afetar não somente as mulheres, como homens também. Quando identificado, é possível de ser tratado, mas para isso, você precisa ficar atento(a). Saiba reconhecer e evitar!
A "síndrome" não é exatamente uma doença — ela não consta no DSM (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), livro elaborado pela Associação Americana de Psiquiatria e que elenca as diferentes categorias de transtornos mentais, mas usarei a palavra síndrome como ilustração deste distúrbio.
As mulheres têm maior facilidade de reconhecer suas inseguranças e se abrem mais, seja com amigas ou em terapias. Os homens têm maior dificuldade em se abrir e são mais pressionados pela sociedade, a serem mais seguros e fortes. Por tal razão, ouve-se mais falar de síndrome da impostora que síndrome do impostor, mas é possível em ambos os gêneros e tratável da mesma forma.
Aquela sensação de que você só conseguiu chegar até onde chegou porque teve sorte, ou que não tem competência para fazer algo, ou que será desmascarada, ou, até mesmo, tem dificuldade de aceitar elogios. Há muitas pessoas que não desfrutam suas conquistas e se sentem constantemente devendo algo.
Isso gera um desgaste emocional e físico muito grande e por isso, precisa ser tratado.
O primeiro passo é, então, reconhecer seus sintomas! O segundo passo é buscar ajuda!
Lembro-me de duas situações relevantes, ao longo da minha carreira, que me deixaram, em um primeiro momento, muito insegura!
Mas, sentir insegurança é algo muito natural, principalmente quando estamos assumindo uma função desafiadora ou que nos tira da nossa zona de conforto, e não necessariamente é um sintoma da síndrome, porém, quando esta insegurança passa a ser recorrente e te impede de agir racionalmente e de forma positiva, aí sim, passa a ser uma preocupação.
Baixa autoestima, complexo de inferioridade, autossabotagem e perfeccionismo excessivo, são alguns dos sintomas desse mal, que afeta homens e mulheres, mas que é mais comum entre o gênero feminino.
Normalmente, é desencadeada por eventos, como promoções, novas responsabilidades ou visibilidade, no âmbito profissional, mas que pode atingir também a vida particular.
Há mães, perfeitamente normais, que acreditam não estar desempenhando bem suas "funções" maternas.
Trata-se de uma condição na qual a pessoa tem medo constante de ser descoberta como uma fraude, principalmente, no âmbito intelectual, seja no trabalho ou na vida particular.
Como identificar?
Embora ela não se manifeste da mesma forma para todos, existem sintomas que podem ajudar a identificar o problema. A dificuldade em reconhecer que conseguiu algo por mérito próprio é o mais comum deles — para quem se julga "impostor" ou "impostora", seus feitos sempre são alcançados graças a fatores externos, como sorte ou ser amigo das "pessoas certas".
Outro sintoma muito comum é a ansiedade, que faz, muitas das vezes, que haja muita procrastinação e uma preparação excessiva, que impede a pessoa de agir, por medo do fracasso e por tamanha insegurança.
Como tratar?
A psicoterapia é o mais indicado, mas um coach de carreira também pode ser eficiente.
Às vezes, o excesso de exigência, que a pessoa pode ter sofrido na infância, pode ser a razão de tais sintomas. Pais frustrados, rígidos demais e angustiados, podem causar, nos filhos e filhas, sentimentos de insuficiência e incapacidade profundos. Crianças que sofreram com uma grande quantidade de críticas, podem se transformar em adultos inseguros e pouco confiantes. Estes adultos, podem, até mesmo, duvidar de suas competências e terem muita dificuldade de se valorizarem e serem inaptos para administrar situações de estresse.
- Confrontar a insegurança - conhecer as razões da sua insegurança ajudam no autoconhecimento e no autoaprimoramento.
- Modificar sua mentalidade - ser mais positivo com a vida e com os acontecimentos que não estão sob seu controle - faça mais afirmações positivas para você mesmo(a).
- Praticar o amor-próprio - pense no amor que um pai e uma mãe têm por um filho ou filha. Este é o amor que você precisa ter por você mesmo(a). Seja mais gentil com você.
- Aceitar elogios e se elogiar - podem ser elogios por educação ou por reconhecimento, que qualquer forma, todos são importantes na construção da sua autoestima.
- Se conhecer - o acompanhamento psicológico permite que as pessoas aprendam mais sobre si mesmas e aprendam a controlar suas emoções e a reconhecer o seu próprio valor.
E atenção, mesmo que uma pessoa, para os outros, pareça realizada, competente e feliz, ela pode se sentir inferior e como uma impostora, por isso, seja gentil com os outros!
Espero que tenham gostado e até o próximo artigo! Abraços!
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https://www.youtube.com/watch?v=PteGnDOf_e0

Link adicional que contribuiu muito com meu estudo:
Dica: Livro da Rafa Brites - Síndrome da Impostora
